sábado, 24 de novembro de 2012

COMPREENDENDO OS PROPÓSITOS DE DEUS PARA VIDA CONJUGAL


Por Taciano Cassimiro

É fato que a maioria de nós ainda não descobriu os propósitos de Deus para vida conjugal.

Falando de Brasil, segundo as pesquisas é cada vez maior o índice de traição. Segundo a Revista Marie Claire - Um levantamento recente feito pela rede social americana Ohhtel.com (espécie de Facebook da traição) mostra que o Brasil é o país em que a infidelidade mais cresce no mundo. Com pouco mais de 100 dias de funcionamento no País, o site da infidelidade discreta – que opera nos Estados Unidos, na Argentina, no Canadá e no Chile – já conta mais de 315 mil usuários. Isso significa que, por mês, cerca de 80 mil brasileiros se cadastram no site de relacionamento em busca de relações extraconjugais. Nos Estados Unidos, onde a rede social já soma 1,2 milhão de usuários, a adesão mensal não passa de 50 mil pessoas. Na Argentina e no Canadá as médias mensais de adesão são, respectivamente, de 13 mil e 5 mil. Ou seja, o Brasil segue em disparada.
Como conseqüência disto tem o aumento cada vez mais crescente de divórcios no Brasil. Segundo o IBGE - Aumentou, no Brasil, o número de casamentos e de divórcios, na divulgação das Estatísticas do Registro Civil 2010. Chama a atenção, porém, o fato de a taxa de divórcios ter alcançado um nível recorde desde 1984, início da série histórica: 1,8 divórcios para cada mil pessoas de 20 anos ou mais. Em números absolutos, ocorreram 243,2 mil divórcios no país em 2010, um aumento de 36,8% em relação a 2009. Foram consensuais em 75,2% dos casos. O aumento é atribuído à supressão dos prazos do divórcio em relação à separação, diz o IBGE. 

Todos estes dados refletem a realidade do quanto estamos longe dos propósitos de Deus.
Será que as razões dos divórcios são somente estes ( traições e prazos para divórcios )? Creio que não. 

Muitas são as razões. 

A falta de espiritualidade, e a falta de bases estruturais têm jogado as famílias na lama, desfeitos casamentos, em outras palavras, destruído famílias.
Depois de uma leitura muito agradável do livro “ A Família no Plano de Deus “ de autoria do pastor e psicólogo, Manoel Nascimento Pereira de Souza. Senti-me na obrigação de explorar três pontos:

Em primeiro lugar, o propósito de Deus para a vida conjugal é proporcionar mútuo companheirismo.

Em Gn 2.18 o texto nos diz que Deus viu que não era bom que o homem, no caso Adão, estivesse só. Assim, Deus lhe proporcionou Eva, sua esposa, sua amiga e companheira. Com base no texto podemos fazer a seguinte afirmação: o homem precisa do companheirismo da esposa, por outro lado a esposa precisa do companheirismo, da amizade do seu esposo. Mas, é verdade que na vida a dois surgem percalços, problemas, ressentimentos e brigas as mais diversas. Situações que ferem a alma e desestabiliza a relação. Diante de situações desse tipo é preciso que o casal busque restaurar sua relação, busque cura para as feridas as relacionais.

Não é propósito de Deus que você viva uma “ solidão a dois “; onde cada um encontra a sua própria cápsula de refúgio. Deus deseja que você seja feliz em sua relação, deseja que marido e mulher sejam eternos companheiros. Pense Nisso.

Em segundo lugar, o propósito de Deus para a vida conjugal é complementar o outro.

Em Gn 2.19-20 o texto nos mostra que Deus percebeu a necessidade do homem ter uma auxiliadora. O jardim do éden estava criado, tudo era perfeito, mas o homem não estava completo. Os animais tinham seus pares, e o homem estava só. Então, Deus criou a mulher, Eva, para completar Adão. Devemos entender que Deus fez Adão e Eva, e cada um com sua personalidade, com seu temperamento, um era diferente do outro. É importante pensarmos nisso porque às vezes lutamos para que o cônjuge seja igual a nós, faça tudo que fazemos, goste de tudo que gostamos. Não raro isto acaba em problemas, seriíssimos problemas.

Portanto, é preciso compreensão, dialogo e maturidade para que possamos em nosso lar vivermos felizes, na certeza de que marido e mulher ainda que com suas limitações se completem.

Em terceiro lugar, o propósito de Deus para a vida conjugal é proporcionar mútua realização.

Este terceiro propósito tem como base Gn 2.21-22.
Não raro ouvimos alguém dizer que não é um homem ou mulher realizada no casamento. Liga-se a metralhadora e disparos são feitos.  A Bíblia nos ensina que o homem deve proporcionar a esposa realização afetiva, sexual e proteção. A mulher por sua vez deve respeitar, apoiar, auxiliar e obedecer ao marido ( obedecer no Senhor, e esta obediência em nenhum momento rouba-lhe sua liberdade, seu direito de ter e de ser ). Cada um deve cumprir sua função, e cumpri-la em amor. 

Para que haja mútua realização é preciso que os casais atentem para os princípios estabelecidos por Deus, e assim vivam. E somente desta forma as feridas serão saradas, as famílias restauradas, enfim, haverá mútua realização.

Gostaria de concluir este artigo compartilhando com vocês a seguinte história: Havia uma jovem que se julgava poetisa. Escreveu algumas de suas poesias e as levou até um editor para que esse as examinasse. Ele leu todas as coisas que a moça havia produzido e então lhe perguntou: “ Minha filha, o que é o amor? “ Suspirando, toda lânguida, ela respondeu: “ Ah!, o amor é os raios coruscantes do astro-rei atravessando as foliáceas e pisoteando a gramínea! O amor é uma gota de orvalho rorejando sobre a pétala da flor!”, e continuou com as suas declarações absolutamente vazias. Por fim, o editor a interrompeu e disse – lhe: “ Chega, minha filha! Vou lhe dizer o que o amor. Amor é você passar a noite à cabeceira da cama da pessoa amada que arde em febre, sem sentir isso um fardo. Amor é você sair de debaixo de dois cobertores numa noite fria para atender a criança que chora. Amor é você colocar o ombro sob a carga que a pessoa amada carrega e partilhar o peso sem reclamar e sem lançar isso em rosto!”.
Não devemos esquecer jamais “ O Amor é a Base de Tudo!”.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Meu amigo Nietzsche


Por Taciano Cassimiro 

Friedrich Wilhelm Nietzsche nascido em Röcken, 15 de Outubro de 1844, foi um influente filósofo alemão do século XIX.

Friedrich Nietzsche nasceu numa família luterana em 1844, destinado a ser pastor como seu pai, que morre jovem em 1849 aos 36 anos, junto com seu avô (também pastor luterano). Entretanto, Nietzsche perde a fé durante sua adolescência, e os seus estudos de filologia afastam-no da tentação teológica, dizia Nietzsche: "Outro sinal distintivo dos teólogos é a sua incapacidade filológica. Entendo aqui por filologia "(...) a arte de bem ler – de saber distinguir os factos, sem estar a falseá-los por interpretações, sem perder, no desejo de compreender, a precaução, a paciência e a finesse.

" Seus escritos revelam um grande poder de raciocínio, como: A Gaia Ciência, de cuja expressão “é uma alusão ao nascimento da poesia européia moderna que ocorreu na Provença durante o século XII “. No terceiro capítulo deste livro e lançado o famoso diagnóstico nietzschiano: "Deus está morto. Deus continua morto. E fomos nós que o matamos", proferido pelo Homem Louco em meio aos mercadores ímpios. Assim Falou Zaratustra, um livro para todos e para ninguém. Além do Bem e do Mal, prelúdio a uma filosofia do futuro. O Anticristo, que de fato é uma critica ao cristianismo,e considerado um de seus escritos mais ácidos, ele diz em seu prólogo: "Este livro pertence aos homens mais raros. Talvez nenhum deles sequer esteja vivo. É possível que se encontrem entre aqueles que compreendem o meu “Zaratustra”: como eu poderia misturar−me àqueles aos quais se presta ouvidos atualmente? – Somente os dias vindouros me pertencem. Alguns homens nascem póstumos.". Ecce Homo, como se tornar aquilo que é. .

Minha admiração pelo filosofo Nietzsche e seus escritos e muito grande, e até confesso, caso não fosse Cristão, provavelmente, seria um discípulo de carteirinha do filosofo alemão. Contudo, Nietzsche ( no meu conceito ), não passou de um grande pensador, que não conseguiu compreender a grandeza da revelação de Deus, seja ela, por meio da natureza, da Bíblia ou de Jesus Cristo. A declaração de Nietzsche " Deus está morto " não revela sua sabedoria , mas sua ignorância e incapacidade de ver além dos olhos e da inteligência natural. Ele afirma "Para mim o ateísmo não é nem uma conseqüência, nem mesmo um fato novo: existe comigo por instinto" (Ecce Homo, pt.II, af.1). O pensamento de Nietzsche é absolutamente contrário a reveleção de Deus e a experiência humana. Não e preciso ser filosofo ou cristão, para concluir, que o pensamento de João Calvino, quando diz, que o homem possui o “ sensus religionis “ e " sensus divinitatis " é mais que verdadeiro, bíblico, razoável e sábio que o pensamento de Nietzsche. Vejamos um pouco do pensamento do reformador francês João Calvino: A idéia da Divindade é praticamente uma crença de toda raça humana no seu estado natural. Todos os seres humanos que vêm ao mundo nascem com a idéia de um ser superior, mesmo que não saibam formular corretamente conceitos sobre ele. Calvino usa duas expressões elucidativas a respeito da idéia de Deus que até os pagãos possuem. Ele atribui essas idéias inatas a duas coisas naturais no homem, coisas que a queda não destruiu porque Deus as plantou de forma indelével no coração humano: Semem religionis – A semente da religião foi plantada no coração do homem quando Deus o criou. Sensus divinitatis – A semente da religião existe porque o ser humano nasce com o senso de que existe um Ser divino por detrás de tudo que ele vê e sente.

É só estudar a história das grandes civilizações do passado e perceberemos que independentemente de qualquer instrução religiosa o homem foi manifestando esse senso do divino, do religioso, dando provas históricas de que o homem é " um ser religioso e não ateu por natureza".

O testemunho das Escrituras Sagradas é de que, o néscio é que diz, " não há Deus ‘ Salmo 14. Nietzsche muitas vezes é incompreensível em seus escritos, conceitos, e até mesmo o foi em sua vida. Entre as loucuras de Nietzsche, e a verdade das Escrituras Sagradas, fico com as Escrituras que é a revelação de Deus para nós. Escrito por homens, e verdade,  40 ao todo, porém sua origem é divina, pois o “theopneustos “ (Theópneustos – é a união de duas palavras gregas: theós ( Deus ) e Pneuma ( sopro, espírito ) inspirou os autores bíblicos.

Tudo que o filosofo Nietzsche escreveu ou falou, já estava predito nas Escrituras, que só os loucos diriam coisas semelhantes às do filosofo, e o próprio reconhecia isso, pois, e dele a seguinte frase "Se minhas loucuras tivessem explicações, não seriam loucuras."

Não conheci Nietzsche pessoalmente, não apertei sua mão, e nunca lhe dei um bom dia. Quando ele morreu em Weimar, 25 de Agosto de 1900, nem era nascido, embora existisse nos planos do eterno e cujo meus dias já eram contados e escritos em seu livro. No entanto, li seus escritos e me considero amigo do filosofo no que diz respeito à paixão pela busca do saber e da verdade, e até compartilho com ele a desconfiança nos idealistas "O idealista é incorrigível: se é expulso do seu céu, faz um ideal do seu inferno". Eu e Nietzsche geralmente estaremos em pólos diferentes.

Depois de você ter lido estas linhas, provavelmente, você chegará à conclusão de que, “Eu não sou tão amigo assim de Nietzsche”.


Tailândia 21/11/2012 - texto originalmente escrito em 2007, Arapiraca-AL.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

SERMÃO DA MANHÃ DE 18 DE NOVEMBRO


DIA DO SENHOR
Igreja Presbiteriana de Tailândia, Pará, Brasil
Taciano Cassimiro

Jz 3.12-29

Eúde o segundo juiz de Israel

O texto de Juízes começa com uma triste declaração “ ...tornaram, então, os filhos de Israel a fazer o que era mau perante o Senhor... “ e como conseqüência o Senhor investiu de poder o rei dos moabitas, que astuciosamente formou um bloco de resistência com os amonitas e amelequitas e apoderaram-se da cidade das Palmeiras, também descrita na Bíblia como Jericó que segundo os estudiosos é a cidade mais antiga ainda existente. Além disto, o texto traz o seguinte desfecho “ ...os filhos de Israel serviram a Eglom, rei dos moabitas, dezoito anos”. 

Conhecendo o inimigo:

Os inimigos de Israel listados na passsagem: Primeiro, Os moabitas, de Moabe filho de Ló, fruto de união incestuosa da filha primogênita com o mesmo Gn 19.37; Segundo, os amonitas, de Amon, também fruto de união incestuosa de Ló com sua filha mais nova Gn 19.38. Os amonitas eram um povo cruel, guerreiro e tornou-se inimigo de Israel. Em ambos os casos pensavam as filhas de Ló que os homens tinham sido extintos, e para dá continuidade a sua geração, seu povo, deitaram-se com o próprio pai. E agora estamos diante de possíveis conseqüências deste ato. Terceiro, os amalequitas, descendentes de Amaleque, filho de Elifaz Gn.36.12. Povo guerreiro, praticantes de assaltos e muito hostil a Israel pelo que o Senhor decretou sua destruição Êx 17.8-16; Dt 25.17-19. Os amalequitas foram extintos no reinado de Saul 1 Sm 15.7; 27.8.

O fato é que Israel estava sofrendo mais uma vez, sentindo as dores e conseqüências de seu pecado. É neste contexto que eles oram, buscam ao Senhor e pedem livramento. E o Senhor suscita Eúde cujo nome significa “ união “.

    1.   Eúde, um líder levantado pelo Senhor

Eúde foi levantado pelo próprio Deus. O povo orou, mais o Senhor  é quem escolhe o líder, e escolhe de acordo com sua vontade. Deus é soberano em tudo, inclusive, na escolha de líderes para o pastoreio, governo e guia de seu povo.
Eúde era da tribo de Benjamin, tribo que recebeu esse nome do filho mais novo de Jacó. Benjamim ficou com o território entre Efraim a Norte e Judá a sul. Era uma região montanhosa e pequena, porém, fértil. Saul o primeiro rei de Israel e o apostolo Paulo eram dessa tribo.

Além de relatar sua origem, outro detalhe sobre ele é que “ era canhoto “ essa menção seja talvez por ser raro os canhotos em seus dias, ou por estarem muitos anos depois associados a idéia de precisão -   Entre todo este povo havia setecentos homens escolhidos, canhotos, os quais atiravam com a funda uma pedra em um cabelo, e não erravam. Jz 20.16 ”. 

O texto sobre Eúde não nos oferece mais informações, assim, não sabemos se era de pais ricos, influentes na tribo ou destacados por outras razões, políticas ou religiosas.
Independente do tamanho de sua tribo, de sua precisão ou do poder aquisitivo de seus pais, Deus o chamou. Porque Ele chama quem quer, na hora e na circunstância que deseja.

Isto nos faz lembrar as palavras de Paulo, o apostolo - Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; Para que nenhuma carne se glorie perante ele. 1 Coríntios 1:27-29.

    2.   Eúde um líder perspicaz
Entendo que todo líder precisar ser perspicaz ( sagacidade, inteligência ). Precisa compreender bem sua realidade, analisar suas possibilidades e agir da forma certa e na hora certa.
Eúde compreendia isso e assim agiu de forma muito perspicaz.
Vejamos:
Ø  Idéia de enviar tributos a Eglom, rei dos moabitas v15
Ø  Fabrico de um punhal, do comprimento de um côvado v15
Ø  Uma palavra secreta ao rei v19
Ø  Fuga perfeita v22-26
Sua perspicácia serviu para glória de Deus. Ele a usou no serviço de Deus, para libertar o povo de Deus.

    3.   Eúde um líder bem sucedido
Eúde foi bem sucedido em virtude da ação de Deus sobre sua vida. Como já falamos ele foi chamado por Deus, levantado por Deus. Ele poderia ter apresentado algumas recusas ao Senhor, fazer alguns questionamentos e exigências, mais não fez. Sua aceitação é imediata, é um tipo de “ eis me aqui, envia-me a mim “.
Seu sucesso é visto da seguinte forma:
  •   Dependência de Deus ( ...o Senhor entregou...) v28
  •   Israel atendeu seu comando ( indo ele a frente ) v27
  •   Na vitoria contra os inimigos v29-30
O resultado: Deus concedeu paz por 80 anos a Israel

CONCLUSÃO

Três lições:

            1.       Deus é soberano, assim ele escolhe quem ele quer;
            2.       A importância do líder saber utilizar seus dons naturais para o serviço do reino;
3.  O sucesso do líder depende de Deus, da nossa fidelidade a Ele. 
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