quarta-feira, 15 de abril de 2015

Como Ser Um Ministro Fiel



Por Taciano Cassimiro na Igreja Presbiteriana 9 de Dezembro, Maceió-AL. 09/01/2010 

I Tm 4.6-16

São muitos os desafios enfrentados pelos ministros do evangelho em nossos dias. Não só pelos ministros, por todos os que verdadeiramente seguem a Jesus Cristo e seu evangelho. Os desafios são os mais diversos: teologia da prosperidade, pentecostalismo ( cultura ) e seus excessos, neo-pentecostalismo com suas propostas tentadoras de riqueza e saúde constante como prova de fé e fidelidade. Também incluo nesta lista a ortodoxia sem ortopraxia. Muita letra, muito grito, muita filosofia, muito debate, e pouca vida.

A primeira epístola do apóstolo Paulo a Timóteo foi escrita da Macedônia, depois de haver visitado a cidade de Éfeso, onde havia deixado Timóteo. A data da escrita é 64 d.C. (datas prováveis variam entre 64 e 67) (entre as duas prisões em Roma).

Paulo escreve esta epístola pastoral com no mínimo três propósitos específicos:

    1) Exortar o próprio Timóteo a respeito do seu ministério e de sua vida pessoal;

   2) Exortar Timóteo a defender a pureza do evangelho e seus santos padrões da corrupção causada pelos falsos mestres;

    3) Dar a Timóteo instruções a respeito de vários assuntos e problemas de Éfeso.
Timóteo tinha diversos desafios ( pessoal e ministerial ) e diante dos mesmos, era necessário ser UM BOM MINISTRO.

Mas,
   Como Ser Um Ministro Fiel?

    1.Ensinando a Palavra de Deus v.6

O bom e fiel ministro ensinará sempre a Palavra de Deus e dará a ela primazia. O ensino basicamente tem dois aspectos:

1.1.Orientar e ordenar: pelo ensino somos alertados, orientados e intimados a seguir sua orientação. Há Palavra de Deus é lâmpada e luz para os nossos caminhos ( Sl 119.105 ). Infelizmente em muitas igrejas a Exposição da Palavra de Deus não existe mais.

1.2.Denunciar: é impossível ensinar sem denunciar os falsos mestres e seus ensinos perniciosos e destrutivos. E era isso que Timóteo deveria fazer e fazendo isso séria um bom ministro.

Verdade é que nem sempre denunciamos os ensinos e os falsos mestres com a mesma ousadia, habilidade e fidelidade a Palavra de Deus como Paulo e demais apóstolos.

     2.Exercitando a Piedade V.7

No nosso contexto piedade é “virtude que leva a render a Deus a honra que lhe é devida. Devoção, oração, leitura e prática da Bíblia.

Para Calvino, pietas designa a atitude correta de um homem para com Deus. É uma atitude que inclui conhecimento verdadeiro, adoração sincera, fé salvadora, temor filial, submissão e amor reverentes. Saber quem e como Deus é (teologia) envolve atitudes corretas para com Ele e fazer o que Ele deseja (piedade).

Como ministro fiel Timóteo deveria se ” exercitar na piedade “, ou seja, sua vida deveria ser marcada, regada pela piedade. Há piedade deveria ser uma prática constante em sua vida e ministério.

O ministro fiel precisa:

· Ler e refletir, Nunca descuide da leitura diária da Bíblia em sua privacidade, e quando lê-la recorde que Deus está te falando e que deves crer e obedecer sobre o que Ele lhe diz.

· Vida de oração, Nunca descuide da oração particular diária; e quando orar, recorde que Deus está presente e que Ele ouve as tuas orações. Na observação de Calvino a oração é "o principal exercício da fé, mediante a qual recebemos diariamente os benefícios de Deus".

· Vida de santidade, o ministro, o servo de Deus precisa ter uma vida santa e exemplar.

Calvino disse: “Ofereço-Te meu coração, Senhor, imediata e sinceramente”.Esse é o desejo de todos os que são verdadeiramente piedosos. Contudo, esse desejo pode ser realizado apenas por meio da comunhão com Cristo e da participação nEle; pois, fora de Cristo, até a pessoa mais religiosa vive para si mesma. E apenas em Cristo os piedosos podem viver como servos voluntários, soldados leais de seu Comandante e filhos obedientes de seu Pai. A santidade é provada pela obediência.

3   3. Tornando-se padrão v. 12, 16

Tornando-se padrão dos fiéis.

Padrão em que ?

Paulo diz a Timóteo que ele deveria ser um padrão para os fiéis, no mínimo em cinco áreas, são elas:

3.1.Na palavra – o ministro deve ter cuidado com suas palavras, as mesmas devem ser edificantes.
3.2.No procedimento – o ministro deve proceder de forma integra e reta, que reflita temor de Deus.
3.3.No amor – o ministro deve ser amoroso, ser exemplo no amor para com os irmãos e para os que estão de fora, e no seu amor para com Deus e sua obra.
3.4.Na fé – o ministro deve ser exemplo de fidelidade, sua fé deve ser exemplar.
3.5.Na pureza – o ministro deve ser exemplo de pureza. Pureza nas palavras, nas ações, nos relacionamentos e principalmente na obra de Deus.

Se Timóteo seguisse as orientações de Paulo, seria um ministro fiel e exemplar. Tornando-se assim um padrão para comunidade cristã de seus dias.

Infelizmente muitos ministros deixaram de ser padrão há muito tempo, pois deixaram de colocar em prática os ensinamentos da Palavra de Deus. Mantêm a aparência, mas a essência já não existe.

Que Deus nos ajude a sermos fiés.

 4. Tendo cuidado da doutrina v. 16

Timóteo tinha sido instruído por Paulo na boa doutrina de Jesus Cristo e de seus apóstolos, e agora ele deveria permanecer e ensiná-la.

Há doutrina é fundamental para saúde do ministro e da comunidade cristã. Por isso, o mesmo não deve vacilar, é preciso estudo constante, reflexão, oração e dependência do Espírito Santo.

Muitos naufragaram na fé nos dias de Paulo por darem ouvidos a doutrinas de falsos mestres inspirados por demônios. Em nossos dias não é diferente, os ensinos falsos são diversos e têm trazido danos, muitos danos ao arraial cristão.

Bíblia é nossa regra de fé e prática, tão bem utilizada pelos reformadores a ponto de nos deixarem uma bela herança “ A TEOLOGIA REFORMADA “: A teologia reformada é abrangente, envolvendo aspectos doutriná­rios, forma de governo eclesiástico, padrões para o culto e um modo específico de encarar questões políticas, econômicas e sociais. As princi­pais expressões dessa teologia são os escritos dos reformadores da tradi­ção suíça (Ulrico Zuínglio, João Calvino, Martin Bucer, John Knox, Teodoro Beza e outros) e os muitos documentos confessionais elabora­dos pelas primeiras gerações de reformados. Os exemplos mais significa­tivos são: os Sessenta e sete artigos de Zuínglio (1523), a Primeira confissão helvética (1536), a Confissão de Genebra (1536), o Catecismo de Genebra (1542), a Confissão galicana (1559), a Confissão escocesa (1560), a Confis­são belga (1561), o Catecismo de Heidelberg (1563) e a Segunda confissão helvética (1566). São especialmente importantes a Confissão de Fé e os Catecismos elaborados pelos calvinistas ingleses - os puritanos - na Assembleia de Westminster (1643-1648).

Algumas ênfases especiais da teologia reformada são a plena sobera­nia de Deus, a eleição ou predestinação, o livre-arbítrio entendido como livre agência, a soteriologia monergista que reconhece a prioridade da iniciativa divina, o conceito simbólico dos sacramentos, a noção do pacto (das obras e da graça) e a importância da lei de Deus. Essa teologia é abraçada particularmente pelas igrejas presbiterianas, e também por muitas igrejas congregacionais e batistas.

O ministro tendo cuidado da doutrina será capaz de salvar-se dos falsos ensinos, e ainda salvará a comunidade cristã da praga chamada “ falsas doutrinas “.

Um Ministro fiel terá cuidado com a doutrina:
Ensinando e vivendo.

Conclusão

Que Deus nos ajude a sermos fiéis ministros, ensinando a Palavra de Deus, exercitando a piedade, tornando-se padrão e tendo cuidado da doutrina.
Que Deus nos ajude!


Taciano Cassimiro

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