O assunto é polêmico, porém acredito que é possível chegar ao equilíbrio sem comprometer a verdade das Escrituras.
domingo, 19 de julho de 2015
PAPO SIMPLES - ACERCA DOS NOVOS CALVINISTAS
Vídeo sobre " Os Novos Calvinistas "
Obs. O áudio no min 3.30 até 5.41 ocorre um problema de volume. Desculpe os colegas pelo problema.
sexta-feira, 24 de abril de 2015
O Que fazer quando estamos angustiados?
Por Taciano Cassimiro
Texto: Salmo 4.1-8
É verdade que as aflições que nos
atingem no dia a dia, muitas vezes roubam-nos a alegria, e em alguns casos até
a vontade de viver. A angustia é algo muito perigoso, pois a mesma pode afastar
alguns do caminho de Deus Mt 13.21.
De onde nasce a angustia?
Da preocupação ou sensação de
insegurança. Pode estar também associada a causas psicológicas como: traumas,
complexo, meio ambiente repressor ou desgastante podem desencadear sensações de
opressão. A angustia é também uma emoção que precede algo ( acontecimento, uma
ocasião, circunstância), também pode-se chegar a angustia atravéz de lembranças
traumáticas que dilaceram a alma.
Há angustia sempre esteve presente na
historia do povo de Deus a própria Bíblia nos mostra exemplos de servos que se
angustiaram em determinados momentos de suas vidas.
São eles:
1. O profeta Elias depois de ter
vencido os 450 profetas de Baal refugiou-se em uma caverna com medo da
perseguição e morte 1 Rs 19.9-10;
2. O profeta Jonas no ventre do peixe
sentiu-se em agonia ( angustia ) e clamou ao Senhor Jn 2.2;
3. O grande apostolo dos gentios,
Paulo, teve seus momentos de angustias, e relatou aos seus irmãos da igreja de
Corinto que mesmo em aflições, ele, sentia prazer por e no amor de Cristo 2 Co
6.4; 12.10.
4. Até nosso Senhor Jesus, no Jardim
do Getsêmane, sentiu sua alma ser inundada pela aflição. Sua angustia lhe
causava a dura e severa impressão de morte. Mesmo assim entregou-se a vontade
de Deus Mc 14.32-36.
Independentemente de nossa espiritualidade,
conhecimento teológico ou até mesmo psicológico nós não estamos livres de
sermos acometidos pelas angustias da vida.
Vejamos as lições do Salmo 4 que
segundo os estudiosos está no mesmo contexto histórico do Salmo 3, que de forma
poética revela-nos as dores de Davi mediante a rebeldia de seu filho Absalão (
pai da paz ), como também nos mostra a confiança de Davi em Deus, mesmo em
momento turbulento.
No Salmo 4 Davi fala sobre confiar em
Deus na angustia.
Diante da certeza de momentos angustiantes
como devemos agir, o que devemos fazer quando estamos angustiados?
1. Devemos clamar ao Senhor v.1
Em momentos de angustia devemos e
precisamos orar ao Senhor.
João Calvino chamou a oração de “ o
principal exercício da fé, mediante a qual recebemos diariamente os benefícios
de Deus”.
Em relação à oração surge a seguinte
pergunta.
Se a vida cristã inteira, desde o
primeiro passo até a perseverança final, é dom de Deus, por que orar então?
Eis a resposta: “Os fiéis não oram
para contar a Deus o que ele não sabe, para pressioná-lo em suas tarefas ou
apressá-lo quando demora, mas sim a fim de alertar a si mesmos para buscá-lo,
para exercitar a fé meditando em suas promessas, livrando-se de suas CARGAS (
ANGUSTIAS ) ao se elevarem a seu íntimo”.
Em nossas angustias devemos clamar ao
Senhor, buscá-lo em oração e com certeza encontraremos a paz e alivio que
nossas almas necessitam. Pois Ele nos alivia v.1 e nos ouve 3.
A oração deve ser uma prática
constante na vida do cristão.
2. Devemos confiar no Senhor v.5
Com certeza a angustia surge como uma
resposta aos anseios mais diversos e é um estado da alma em que a aflição e
agonia se fazem presente, tendo como companheiro o sofrimento.
O salmista nos ensina que devemos
clamar, e CONFIAR no Senhor. Nossa confiança deve ser constante em Deus.
O salmista Davi nos versículos 6 e 7
nos dá duas razões básicas para confiarmos no Senhor:
Primeiro, porque o Senhor levanta
sobre nós a luz, a sua luz. O salmista diz isso, não como uma possibilidade,
mais como certeza. Isto significa que Deus não está alheio a dor, angustia, do
seu servo. É reconfortante saber que o Senhor se interessa por nós mesmo em
angustia.
Segundo, porque o Senhor nos concede
alegria. Amados, em meio a angustia sentimos alegria, receber alegria é algo
muito maravilhoso. O natural no momento de angustia é sentir dor, muita dor,
sofrimento. Porém o Senhor nos concede alegria, e não raro encontramos servos
em leito de morte transmitindo vida, paz e consolo, e isto se explica pela
presença e alegria do Senhor.
Confie no SENHOR em todo tempo, mesmo
em tempo de angustia.
3. Devemos descansar no Senhor v.8
Na angustia o natural seria a falta
de sossego, de paz, e do sentido de viver. Com o servo de Deus é diferente. O
salmista faz questão em mostrar isso por meio de uma experiência tão simples do
dia a dia, o ato de dormir. Ele diz que se deita em paz e logo
pega no sono.
Quantos não conseguem dormir em paz,
descansar tranquilo por não saberem o que fazer com suas angustias.
O servo de Deus sabe o que fazer, ele
descansa no Senhor. E faz isto porque tem a convicção de que estar guardado e
seguro em Deus.
O hino 69 do Novo Cântico,na quarta estrofe nos fala sobre proteção de Deus, e por isso podemos descansar:
Tua ovelha, nos teus braços,
Bem segura guardarás.
Vem livrar-me dos pecados
E guarda-me em tua paz!
Amém.
quarta-feira, 22 de abril de 2015
A IGREJA E O ESTADO
Por Taciano Cassimiro
D. MARTIN LLOYD-JONES (1899-1981) foi um pregador galês, popular e influente,
com grandes dons intelectuais, serviu numa congregação da Igreja Presbiteriana
de Gales em Aberavon, Port Talbot, de 1927 a 1938, e em seguida à congregação
independente na Westminster Chapel, Londres, primeiro como auxiliar e depois
como sucessor de G. Campbell Morgan (1863-1945). Jubilou-se em 1968, mas
continuou dedicado a pregação itinerante até pouco antes de sua morte.
O texto básico do opúsculo é Efésios 5.3-5
Algumas lições do livreto:
1. O objetivo do cristianismo e tornar-nos santos e
inculpáveis na presença de Deus;
2. Por corrermos o perigo de não aplicar a fé cristã a
nós mesmos, mas sim de contentar-nos somente em desfrutá-la de maneira teórica;
3. O perigo do antinomianismo: bem, não importa muito,
portanto, o que eu faço. Se a minha salvação final e certa e garantida, posso
viver como eu quiser. Esse é o perigo particular que correm os homens e
mulheres que têm o melhor entendimento da verdade;
4. O cristianismo é pra ser vivido em cada detalhe de
nossas vidas, nos detalhes mais comuns da vida, em tudo que fazemos;
5. A vida cristã é o combate da fé. Necessitamos de
toda armadura de Deus; temos de vigiar e orar; temos de compreender que estamos
cercados de inimigos e perseguidores visíveis e invisíveis, alguns deles dentro
de nós, e durante todos os dias nós temos que está alerta;
6. E o fato de não fazermos o que é mal, é porque
somos santos, e porque estamos no reino de Cristo e de Deus.
Ao tratar da relação Estado e Igreja propriamente
dito LIoyd Jones faz as seguintes declarações:
1 . Deus está agindo hoje no mundo por meio de duas
esferas, a esfera da igreja e do estado;
2. Ambas as esferas se destinam em funcionar segundo
os métodos e meios que lhes são designados , e jamais deveria haver confusão
entre elas;
3. A Igreja Cristã não é um Departamento ou Secretária
do Estado;
4. O erastianismo é uma negação da mensagem cristã. O
Estado não está acima da Igreja. A Igreja não é simplesmente uma das atividades
do Estado. A Igreja não pertence a mesma esfera do Estado; ela é o reino de
Cristo e de Deus! E sempre devemos lutar por essa distinção.
5. Se os cristãos querem ajudar o Estado, a melhor
maneira é pela pregação de um evangelho que produza tanto cristãos que o Estado
terá que dar atenção ao que nós dizemos.
6. Não cabe ao Estado pregar; o dever do Estado é usar
a espada; é governar; é fazer as leis do parlamento; é punir e ensinar aos
homens que se eles não responderem como devem a uma correta visão da vida,
merecerão castigo, e certamente o receberão. A graça e a lei não podem se
misturar; não pertencem a mesma esfera.
7. Que o Estado continue com as suas atividades.
Entretanto que não haja confusão de pensamento; doutro modo, haverá fracasso em
ambas as esferas.
8. O que estou criticando é a confusão das esferas da
Igreja e do Estado.
E Excelente opusculo, recomendo aos interessados em saber qual deve ser a relação entre Estado e Igreja.
O drama da fé autêntica
Por Taciano Cassimiro
É um livreto publicado pela Editora Paulinas, 69
paginas, contém 17 divisões, muito bem escrito, de fácil leitura e
entendimento. O escritor faz uma exposição excelente do Salmo 22 explorando de
forma precisa os termos originais, e fazendo as aplicações de forma
objetiva.
De todos os comentários sobre o Salmo 22 este foi o
melhor que já li, e recomendo aos estudantes da Bíblia, principalmente, aos
apaixonados pela leitura dos Salmos. O livreto é de fato muito
edificante.
Trecho do livro:
O Salmo 22 é uma das orações de Israel que parece contrariar certas idéias pré-concebidas sobre Deus e sobre o ser humano. Sobre Deus porque – onipotente e bondoso – permanece demasiado silencioso diante da dor, colocando seu amigo “no pó da morte” antes de lhe responder. Sobre o ser humano – imagem do bom Deus – porque pode revelar-se uma besta selvagem para seu irmão!
Precisamente porque alguns de seus versos parecem confirmar-se na pessoa de Jesus de Nazaré, a maioria dos comentaristas cristãos através dos séculos viu neste salmo uma profecia direta da paixão do messias. Mas também a exegese dos rabinos de Israel reconheceu no salmo a descrição da paixão do povo escolhido, continuamente torturado e morto, mas também continuamente restituído à vida.
Estamos, portanto, diante de um poema religioso que estimula variadas interpretações, as quais parecem encontrar seu fundamento na própria linguagem utilizada pelo salmista, rica em imagens, símbolos, evocações, provocações.
O autor Walter Eduardo Lisboa é mestre em Ciências
Bíblicas pelo Pontificio Instituto Bíblico de Roma.
terça-feira, 21 de abril de 2015
Henrique Martin 1781 – 1812
Por Taciano Cassimiro
Henrique
Martin, pastor e missionário anglicano foi um daqueles que costumamos chamar de “gigante na fé”. Sua vida de
fé, piedade e serviço serve-nos de inspiração e exemplo, que deve ser seguido
por todos os combatentes da fé. Sua história não foi muito diferente dos demais
lutadores da fé. Mesmo formando-se com méritos, desistiu da carreira de
advogado, para dedicar-se as Missões, principalmente, depois de ouvir um sermão
sobre o “ Estado Perdido dos Pagãos “.
FRASES DE
H.MARTIN
· “...parece...que posso orar para sempre sem nunca
cansar. Quão doce é andar com Jesus e morrer por Ele..”
· “ Que eu seja uma chama de fogo no serviço divino
“
· “ Se eu viver ou morrer, que Cristo seja
magnificado pela colheita de multidões para Ele “
· “ Um moribundo, pregando aos moribundos “
· “ Agora, Senhor, quero arder até me consumir
inteiramente por Ti “.
|
Henrique Martin era homem piedoso,
costumava levantar-se cedo para desfrutar da comunhão com Deus, amava ler as
Escrituras Sagradas. Sua vida foi grandemente influenciada pela história de
dedicação e pioneirismo de Guilherme Carey (1761-1834) na Índia. Assim, decidiu
ser missionário na Índia. Seu ministério também foi influenciado pelo
testemunho de David Brainerd (1718-1741), o “ Grande Arauto aos peles-vermelhas
“.
Martin enfrentou diversas
dificuldades: os costumes pagãos, cultos aos demônios e forte perseguição.
Parecia até que Martin era “ vizinho do inferno “,. Além disso, o mesmo
encontrava-se longe da família, distante de sua noiva, e lutava contra a
tuberculose que ardia no seu peito.
Seu ministério na Índia foi muito
difícil, mesmo diante da falta de frutos, não deixou de pregar, e não abandonou
seu projeto de traduzir as Escrituras. Como fruto do seu trabalho conseguiu
traduzir porções das Sagradas Escrituras para as línguas de uma quarta parte de
todos os habitantes do mundo. O Novo Testamento em hindu, hindustão e persa e
os evangelhos em judaico-persa são apenas uma parte de suas obras.
Como pregador, sua mensagem era
simples, e sempre se dirigia como “um
moribundo, pregando aos moribundos”.
Ele possuía a simplicidade dos verdadeiros servos de Deus.
Depois de seis anos e meio de
ministério na Índia. Durante uma viagem faleceu Henrique Martin aos 31 anos de
idade. Sua vida, seu exemplo de fé e dedicação despertou muitos filhos de Deus
para a obra missionária.
De fato Henrique Martin foi um grande
servo de Deus, um gigante incansável na obra do Senhor:
Na sua vida de oração,
Fidelidade ao chamado de Deus,
Simplicidade como pregador,
Dedicação a seara, e espírito desbravador,
Sirva-nos de inspiração em nossas
vidas e ministérios, que o Espírito Santo nos ajude a sermos “ Uma Luz Gasta Inteiramente por Deus “,
como foi nosso irmão Henrique Martin.
Fonte: Heróis da Fé e adaptado (
comentários )
quarta-feira, 15 de abril de 2015
Como Ser Um Ministro Fiel
Por Taciano Cassimiro na Igreja Presbiteriana 9 de Dezembro, Maceió-AL. 09/01/2010
I Tm 4.6-16
São
muitos os desafios enfrentados pelos ministros do evangelho em nossos dias. Não
só pelos ministros, por todos os que verdadeiramente seguem a Jesus Cristo e
seu evangelho. Os desafios são os mais diversos: teologia da prosperidade,
pentecostalismo ( cultura ) e seus excessos, neo-pentecostalismo com suas propostas
tentadoras de riqueza e saúde constante como prova de fé e fidelidade. Também
incluo nesta lista a ortodoxia sem ortopraxia. Muita letra,
muito grito, muita filosofia, muito debate, e pouca vida.
A
primeira epístola do apóstolo Paulo a Timóteo foi escrita da Macedônia, depois
de haver visitado a cidade de Éfeso, onde havia deixado Timóteo. A data da
escrita é 64 d.C. (datas prováveis variam entre 64 e 67) (entre as duas prisões
em Roma).
Paulo
escreve esta epístola pastoral com no mínimo três propósitos específicos:
1) Exortar
o próprio Timóteo a respeito do seu ministério e de sua vida pessoal;
2) Exortar
Timóteo a defender a pureza do evangelho e seus santos padrões da corrupção
causada pelos falsos mestres;
3) Dar a Timóteo instruções a respeito de vários
assuntos e problemas de Éfeso.
Timóteo
tinha diversos desafios ( pessoal e ministerial ) e diante dos mesmos, era
necessário ser UM BOM MINISTRO.
Mas,
Como Ser Um Ministro Fiel?
1.Ensinando a Palavra de Deus v.6
O
bom e fiel ministro ensinará sempre a Palavra de Deus e dará a ela primazia. O
ensino basicamente tem dois aspectos:
1.1.Orientar
e ordenar: pelo ensino somos alertados, orientados e intimados a seguir sua
orientação. Há Palavra de Deus é lâmpada e luz para os nossos caminhos (
Sl 119.105 ). Infelizmente em muitas igrejas a Exposição da Palavra de Deus não
existe mais.
1.2.Denunciar:
é impossível ensinar sem denunciar os falsos mestres e seus ensinos perniciosos
e destrutivos. E era isso que Timóteo deveria fazer e fazendo isso séria um bom
ministro.
Verdade é que nem sempre denunciamos os ensinos e
os falsos mestres com a mesma ousadia, habilidade e fidelidade a Palavra de
Deus como Paulo e demais apóstolos.
2.Exercitando a Piedade V.7
No
nosso contexto piedade é “virtude que leva a render a Deus a honra que lhe é
devida. Devoção, oração, leitura e prática da Bíblia.
Para
Calvino, pietas designa a atitude correta de um homem para com
Deus. É uma atitude que inclui conhecimento verdadeiro, adoração sincera, fé
salvadora, temor filial, submissão e amor reverentes. Saber quem e como Deus é
(teologia) envolve atitudes corretas para com Ele e fazer o que Ele deseja
(piedade).
Como
ministro fiel Timóteo deveria se ” exercitar na piedade “, ou seja, sua vida
deveria ser marcada, regada pela piedade. Há piedade deveria ser uma prática
constante em sua vida e ministério.
O
ministro fiel precisa:
· Ler
e refletir, Nunca descuide da leitura
diária da Bíblia em sua privacidade, e quando lê-la recorde que Deus está te
falando e que deves crer e obedecer sobre o que Ele lhe diz.
· Vida
de oração, Nunca descuide da oração particular
diária; e quando orar, recorde que Deus está presente e que Ele ouve as tuas
orações. Na observação de Calvino a oração é "o principal
exercício da fé, mediante a qual recebemos diariamente os benefícios de
Deus".
· Vida
de santidade, o ministro, o servo de Deus
precisa ter uma vida santa e exemplar.
Calvino disse: “Ofereço-Te
meu coração, Senhor, imediata e sinceramente”.Esse é o desejo de todos
os que são verdadeiramente piedosos. Contudo, esse desejo pode ser realizado
apenas por meio da comunhão com Cristo e da participação nEle; pois, fora de
Cristo, até a pessoa mais religiosa vive para si mesma. E apenas em Cristo os
piedosos podem viver como servos voluntários, soldados leais de seu Comandante
e filhos obedientes de seu Pai. A santidade é provada
pela obediência.
3 3. Tornando-se padrão v. 12, 16
Tornando-se
padrão dos fiéis.
Padrão
em que ?
Paulo
diz a Timóteo que ele deveria ser um padrão para os fiéis, no mínimo em cinco
áreas, são elas:
3.1.Na palavra – o ministro deve ter
cuidado com suas palavras, as mesmas devem ser edificantes.
3.2.No procedimento – o ministro deve
proceder de forma integra e reta, que reflita temor de Deus.
3.3.No amor – o ministro deve ser
amoroso, ser exemplo no amor para com os irmãos e para os que estão de fora, e
no seu amor para com Deus e sua obra.
3.4.Na fé – o ministro deve ser exemplo
de fidelidade, sua fé deve ser exemplar.
3.5.Na pureza – o ministro deve ser exemplo
de pureza. Pureza nas palavras, nas ações, nos relacionamentos e principalmente
na obra de Deus.
Se
Timóteo seguisse as orientações de Paulo, seria um ministro fiel e exemplar.
Tornando-se assim um padrão para comunidade cristã de seus dias.
Infelizmente
muitos ministros deixaram de ser padrão há muito tempo, pois deixaram de
colocar em prática os ensinamentos da Palavra de Deus. Mantêm a aparência, mas
a essência já não existe.
Que
Deus nos ajude a sermos fiés.
4. Tendo cuidado da doutrina v. 16
Timóteo
tinha sido instruído por Paulo na boa doutrina de Jesus Cristo e de seus
apóstolos, e agora ele deveria permanecer e ensiná-la.
Há
doutrina é fundamental para saúde do ministro e da comunidade cristã. Por isso,
o mesmo não deve vacilar, é preciso estudo constante, reflexão, oração e
dependência do Espírito Santo.
Muitos
naufragaram na fé nos dias de Paulo por darem ouvidos a doutrinas de falsos
mestres inspirados por demônios. Em nossos dias não é diferente, os ensinos
falsos são diversos e têm trazido danos, muitos danos ao arraial cristão.
Há
Bíblia é nossa regra de fé e prática, tão bem utilizada pelos reformadores a
ponto de nos deixarem uma bela herança “ A TEOLOGIA REFORMADA “: A
teologia reformada é abrangente, envolvendo aspectos doutrinários, forma de
governo eclesiástico, padrões para o culto e um modo específico de encarar
questões políticas, econômicas e sociais. As principais expressões dessa
teologia são os escritos dos reformadores da tradição suíça (Ulrico Zuínglio,
João Calvino, Martin Bucer, John Knox, Teodoro Beza e outros) e os muitos
documentos confessionais elaborados pelas primeiras gerações de reformados. Os
exemplos mais significativos são: os Sessenta e sete artigos de Zuínglio
(1523), a Primeira confissão helvética (1536), a Confissão de Genebra (1536), o
Catecismo de Genebra (1542), a Confissão galicana (1559), a Confissão escocesa
(1560), a Confissão belga (1561), o Catecismo de Heidelberg (1563) e a Segunda
confissão helvética (1566). São especialmente importantes a Confissão de Fé e
os Catecismos elaborados pelos calvinistas ingleses - os puritanos - na
Assembleia de Westminster (1643-1648).
Algumas
ênfases especiais da teologia reformada são a plena soberania de Deus, a
eleição ou predestinação, o livre-arbítrio entendido como livre agência, a
soteriologia monergista que reconhece a prioridade da iniciativa divina, o
conceito simbólico dos sacramentos, a noção do pacto (das obras e da graça) e a
importância da lei de Deus. Essa teologia é abraçada particularmente pelas
igrejas presbiterianas, e também por muitas igrejas congregacionais e batistas.
O
ministro tendo cuidado da doutrina será capaz de salvar-se dos falsos ensinos,
e ainda salvará a comunidade cristã da praga chamada “ falsas doutrinas “.
Um
Ministro fiel terá cuidado com a doutrina:
Ensinando
e vivendo.
Conclusão
Que Deus nos ajude a sermos fiéis
ministros, ensinando a Palavra de Deus, exercitando a piedade, tornando-se
padrão e tendo cuidado da doutrina.
Que Deus nos ajude!
Taciano Cassimiro
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