terça-feira, 13 de maio de 2014

O drama da fé autêntica


Por Taciano Cassimiro

É um livreto publicado pela Editora Paulinas, 69 paginas, contém 17 divisões. Livreto muito bem escrito, de facil leitura e entendimento. O escritor faz uma exposição excelente do "Salmo 22", explorando de forma precisa os termos originais, e fazendo as aplicações de forma objetiva. 
De todos os comentários sobre o "Salmo 22", este foi o melhor que já li, e recomendo aos estudantes da Bíblia, principalmente, aos apaixonados pela leitura dos Salmos. 
O livreto é de fato muito edificante. 

O autor Walter Eduardo Lisboa é mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontificio Instituto Bíblico de Roma.


sábado, 10 de maio de 2014

O Que fazer no momento de adversidade?


Salmo 3.1-8

Alguém certa vez definiu adversidade da seguinte forma ” Adversidade é sinônimo de infortúnio ou revés. Mas também costuma ser entendida como derrota, principalmente quando significa perda de controle de algo ou a não realização de desejos pessoais. É justamente por isso que não gostamos dela”.

Todos nós passamos por momentos de adversidades seja na família, nas finanças, no trabalho ou na igreja. A adversidade nos ensina a crescer e transformar a vida numa experiência única e enriquecedora. Precisamos aprender a lidar com ela, mas acima de tudo precisamos compreender que sem ela não temos a menor chance de crescer e evoluir.

O Salmo 3.1-8 nos apresenta o Rei Davi em um momento muito delicado de sua vida. A adversidade havia chegado a sua tenda, e com ela a dor, morte e choro, muito choro. Vejamos o contexto do Salmo:
•    Davi havia adulterado com Bate-Seba e tramado a morte de Urias seu esposo ( morto em batalha contra os amonitas ), como conseqüência, Deus por meio do profeta Natã adverte o rei Davi do mal que sobrevirá contra ele:


“ não se apartará jamais a espada da tua casa”, “ tomarei tuas mulheres“, “ da tua própria casa suscitarei o mal “, “ tomarei tuas mulheres...à tua vista...darei ao teu próximo...em plena luz do sol “, “ o que fizeste em oculto...será feito diante de todo o Israel”. 2 SAMUEL 12.9-15


•    O filho de Davi com Bate-Seba morre de acordo com as palavra do profeta Natã 2 Sm 12.14,18.
•    Absalão mata seu irmão Amnon em vingança do estupro de sua irmã Tamar; revolta-se contra o próprio pai-rei e tenta lhe usurpar o trono.
•    Davi foge de seu filho Absalão, em seguida toma conhecimento de que Absalão deitou-se com suas concubinas diante de todo Israel. A vergonha agora era total.

É nesse contexto, que se inicia o grande pesadelo, o grande drama que terá final muito doloroso nessa grande história.


O que fez Davi nesse momento de adversidade? O que você costuma fazer em momentos de adversidade? 
E finalmente “ O Que Devemos Fazer nos Momentos de Adversidade?

1.    Em Adversidade Devemos Clamar ao Senhor v 1,2,4

Não quero dizer com isto que Deus só deve ser buscado quando estivermos em situação de desespero, não é isso, até porque entendo que a oração deve ser um exercício diário e constante do servo, daquele que ama ao Senhor.

Mas, nosso texto nos inclina a fazer esta afirmação uma vez que muitos diante de seus problemas os mais diversos perdem a convicção de que Deus está do seu lado, guiando e controlando toda situação, ainda que a mesma aparentemente não indique isto.


Davi tinha consciência dos seus problemas, ele os identifica, sabe de suas ameaças, dos seus perigos, conhece seus intentos:


“ ...o numero dos meus adversários tem crescido...são numerosos..”
“...eles se levantam contra mim..”, e ainda afirmam “ Não há salvação para o rei “.

 
Absalão perseguia e crescia em numero. E tentava a todo custo tomar o reino de Israel. O pai da Paz “ Absalão” havia se tornado em o “ homem da guerra ”, perseguia e envergonhava o amado de Deus “ Davi “. Porém, Davi tinha um grande trunfo, pois Deus era o seu escudo.
Nesse momento Davi não se entregou ao desespero. Ele clamou ao Senhor e tinha certeza que Deus ouviria seu clamor.

Ainda que nossos inimigos sejam numerosos, e que zombem de nós acreditando que Deus não nos salvará, devemos permanecer firmes, clamar ao Senhor sabendo que descerá e nos livrará por certo.

2.    Em Adversidade Devemos Descansar no Senhor v 5-6

Interessante que mesmo no calor da adversidade, Davi, faz uso de uma linguagem tão simples para expressar sua confiança em Deus, ele diz: “ deito-me e pego no sono", em outras palavras "eu durmo tranqüilo ". Davi continua nessa certeza de cuidado e sustento da parte de Deus afirmando “ Não tenho medo “, o medo que muitas vezes rouba-nos a coragem e a esperança deve ser confrontado com fé em Deus.
Absalão continuava arregimentando seguidores que difamavam o rei a todo instante, debilitando a autoridade do rei por palavras e ações; estava roubando o coração dos israelitas e distanciando Israel do seu rei, O REI DAVI.

Foi com a confiança em Deus que Davi enfrentou seus problemas. Sua certeza estava no sustento do Senhor. 

A Confissão de Fé de Westminster no capitulo V,1 nos diz “Pela mui sábia e santa providência, segundo a sua infalível presciência e o livre e imutável conselho de sua própria vontade, Deus, o grande Criador de todas as coisas, para o louvor da glória de sua sabedoria, poder, justiça, bondade e misericórdia, sustenta, dirige, dispõe e governa todas as criaturas, todas as ações delas e todas as coisas, desde a maior até a menor."

O servo de Deus a exemplo de Davi deve crer no sustento, na direção e governo do Senhor. Crendo nisto deve ele DESCANSAR, pois Deus está no controle de tudo.

3.    Em Adversidade Devemos Crer na Salvação no Senhor V 7-8 
 
Davi estava ciente que o seu Deus iria salva-lo, assim ele exclama “ Levanta-te Senhor “, grito que transmite a idéia da ação de Deus, da providencia, do momento em que Deus intervêm na historia do seu povo. Foi assim com os filhos de Israel no Egito, no deserto, nas guerras que o povo de Deus travou ao longo da historia e será agora na vida de Davi.

Davi diz que o levantar do eterno põe por terra seus inimigos, os tais serão golpeados nos queixos, perderão o equilíbrio e cairão.
Deus é quem fará todas estas coisas.

As investidas de Absalão lhe renderam a perda da própria vida. Em fuga, Absalão ficou preso “pendurado” nos ramos de um carvalho, sendo em seguida transpassado por Joabe que o feriu no coração com três dardos. O texto bíblico diz ainda, que dez jovens cercaram o corpo de Absalão e o feriram. Com a morte de Absalão o reino de Davi continuava de pé. Verdade que o coração de Davi foi ferido mediante a morte de seu filho. Mas Davi continua firme em Deus.

Os versículos 7 e 8 nos transmitem duas grandes verdades: 


Primeira, Deus é o salvador do seu povo.
Segunda, Os inimigos jamais prevalecerão.

Este Salmo retrata a história de um homem que mesmo sendo “ segundo o coração de Deus” enfrentou adversidades, sofreu perdas, chorou, e em algumas ocasiões foi dado por vencido, porém permaneceu firme. E durante os processos adversos aprendeu lições preciosas de Deus, e com estas lições nos ensinou a depender e confiar sempre no Senhor.

O povo de Deus tem salvação garantida, a nossa salvação vêm do Senhor.

Em meio às adversidades da caminhada precisamos clamar ao Senhor, descansar N’ele e crer na sua salvação. Esperar pelo seu agir, pois ele é quem guerreia a nossa guerra. A nossa batalha na verdade é a batalha do Senhor.


Pensamento: " Fé é o pássaro que sente a luz e canta quando a madrugada é ainda escura. 

quinta-feira, 24 de abril de 2014

O QUE FAZER QUANDO NÃO HÁ UMA VERDADEIRA IGREJA ONDE VOCÊ VIVE


                                    por John Knox

Conselhos saudáveis ​​de uma carta de John Knox dirigida a seus irmãos na Escócia.

Meus queridos irmãos, não tanto para instruir-lhes como deixar-lhes algo do testemunho de meu amor por vocês, eu considerei como algo bom a comunicar-lhes meus débeis conselhos de como eu quero que se conduzam no meio desta geração maligna e perversa, no que diz respeito ao exercício da santíssima Palavra de Deus, sem a qual não se pode aumentar o conhecimento, nem se pode desenvolver a piedade, nem pode continuar o fervor espiritual entre vocês. Porque, assim como a Palavra de Deus é o princípio da vida espiritual, sem a qual toda a carne está morta na presença de Deus, e como é lâmpada para os nossos pés, sem cuja luz toda a posteridade de Adão anda em trevas, e como é o fundamento da fé, sem a qual ninguém pode compreender a boa vontade de Deus, assim também é o único órgão e instrumento que Deus usa para fortalecer os fracos, para confortar os aflitos, para trazer debaixo de misericórdia pelo arrependimento aqueles que se desviaram, e, finalmente, para preservar e guardar a mesma vida na alma contra todos os ataques e tentações.

Portanto, se vocês querem que vosso conhecimento cresça, que a vossa fé seja confirmada, que vossas consciências sejam aquietadas e consoladas, e, finalmente, [que] a vida seja preservada em vossa alma, cuidem de exercitarem-se frequentemente na lei do Senhor, vosso Deus. Não tenhais em pouco estima os preceitos que Moisés deu aos israelitas com estas palavras: “E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por frontais entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas.” ( Deuteronômio 6:6-9 – ACF). E Moisés, em outro lugar, ordenou-lhes para “lembrarem-se da lei do Senhor Deus, para cumpri-la, para que lhes vá fosse bem a eles e a seus filhos na terra a qual o Senhor vosso Deus lhes daria”. Dando a entender que, assim como frequentemente recordar e repetir os preceitos de Deus é o meio pelo qual o temor de Deus (que é o princípio da sabedoria e bem-aventurança), é mantido vivo na mente; assim também a negligência e o esquecimento dos benefícios recebidos de Deus é o primeiro passo para distanciar-se de Deus.

Agora, se a Lei, a qual, por causa de nossa fraqueza, não opera nada mais do que raiva e fúria, foi tão eficaz (que relembrada e repetida, para pratica-la) [que] trouxe ao povo uma bênção corporal, o que diremos que não trará o glorioso Evangelho de Cristo Jesus quando tratado com reverência? Paulo lhe chama de cheiro de vida para aqueles que receberam a vida, usando a semelhança de ervas aromáticas e unguentos preciosos, cuja natureza é que quanto mais estes são friccionadas exalam seu aroma mais agradável e prazeroso; assim também, amados irmãos, é o bendito Evangelho de Jesus, nosso Senhor. Porque quanto mais nos ocupamos dele, mais confortável e agradável é para aqueles que o escutam, leem-no, ou  se exercitam no mesmo. Não ignoro, que como os filhos de Israel se enfastiaram do maná, porque era o único que viam e comiam todos os dias, assim também agora há alguns que depois de ler algumas porções da Escritura, se voltam de todo aos escritores profanos ou escritos humanos. Porque a variedade de assuntos que estes contêm trazem com e para eles deleite diário. 

Por outro lado, dentro das Escrituras de Deus não há muito adorno humano em si, a repetição de uma coisa lhes é chata e cansativa. Confesso que essa tentação pode entrar até mesmo nos eleitos por um tempo, porém é impossível que continue até o fim. Porque os eleitos de Deus, além de outras características evidentes, possuem sempre esta unida com as demais, que os eleitos de Deus são chamados para fora da ignorância (falo dos que têm idade suficiente para compreender) para provar e sentir um pouco da misericórdia de Deus, da qual nunca estão satisfeitos nesta vida, mas que ocasionalmente têm fome e sede de comer o pão que desceu do céu e de beber a água que salta para a vida eterna. O que não podem fazer, senão pelo meio ou pelo instrumento da Fé, e a Fé sempre objetiva a vontade de Deus revelada pela Palavra, de maneira que a Fé tem tanto o seu início como sua continuação pela Palavra de Deus. E por isto eu digo, que é impossível que os filhos escolhidos por Deus possam depreciar ou rejeitar a Palavra de sua salvação por muito tempo, como tampouco podem enfastiar-se dela definitivamente.

É coisa comum que os eleitos de Deus são mantidos em tal escravidão e servidão, de modo que eles não podem conseguir que se lhes conceda o pão da vida, como tampouco têm a liberdade para exercitar-se na Palavra de Deus. Mas eles não se enfastiam, antes de bom grado anelam o alimento da sua alma, antes acusam sua negligência anterior, e lamentarem a aflição miserável de seus irmãos, e clamam e pedem em seus corações (e também em público, onde eles podem) para que corram livremente ao Evangelho. Esta fome e sede confirma que existe vida em suas almas. Mas se tais homens, que têm a liberdade de ler e exercitarem-se a si mesmo nas Escrituras, começam a fadigar-se porque quase sempre leem o mesmo, eu pergunto, por que não se cansam também de comer o pão de cada dia? Por que não se cansam de beber vinho todos os dias [não o tipo de bebidas alcoólicas de hoje]? Por que não se cansam de olhar diariamente a luz do sol? Por que não se cansam de usar as demais criaturas de Deus que mantêm diariamente sua própria substância, curso e natureza? Penso que responderam: “Porque tais criaturas têm um poder [quantas vezes são usadas para suprimir a fome e a sede e para infundir alento e forças e] para preservar a vida.” Oh, criaturas miseráveis! Quem se atreve a atribuir mais poder e força  a criaturas corruptíveis para nutrir e preservar o corpo humano mortal, do que à Palavra eterna de Deus para nutrir a alma que é imortal! O querer arrazoar com sua ingratidão abominável não é o meu propósito agora. Porém a vós outros, amados Irmãos, quero compartilhar meu conhecimento e lhes abrir a minha consciência, que é tão necessário como é o uso de comida e da bebida para preservar a vida do corpo, e assim como necessário é o calor e a luz do sol para dar vida a erva e para dissipar as trevas, assim também é necessário para a vida eterna, e para a iluminação e  luz da alma, a meditação, exercício e uso perpétuo da Sagrada Palavra de Deus.

Portanto, queridos Irmãos, se anelais a vida vindoura, por necessidade devem exercitarem-se  a si mesmos no Livro do Senhor, vosso Deus. Que não haja nenhum dia que não recebais algum consolo da boca de Deus. Abram seus ouvidos, e Ele falará coisas deleitosas ao vosso coração. Não fechem seus olhos, antes com diligência contempleis que porção substanciosa vos é deixada no Testamento de vosso Pai. Que suas línguas aprendam a louvar a Sua terna bondade, em cuja, somente por misericórdia, vos chamou das trevas para a luz, da morte para a vida. Tampouco façais isto tão privadamente que não admita testemunhas. Não, irmãos, o Senhor Deus vos ordena que vocês governem suas casas em verdadeiro temor, e de acordo com a Sua Palavra. 

Dentro de suas casas, digo, em alguns casos, sóis bispos e reis, sua esposa, filhos e família são o vosso bispado e encargo. Disto se vos pedirá conta de quanto cuidado e diligência usastes para instruí-los no verdadeiro conhecimento de Deus, de como procurastes implantar virtudes e reprimir vícios. Por tanto, digo, vocês devem faze-los participantes da leitura, da exortação e da oração comuns, a qual deveria acontecer em cada casa pelos menos uma vez por dia. Mas, acima de tudo, queridos irmãos, procurem praticar diariamente e viver como manda a Palavra de Deus, e então vocês comprovarão que nunca ouvireis ou lerei o mesmo sem que obtenhais algum fruto. Creio que isto é o suficiente para os exercícios dentro de vossa casa.

Considerando-se que Paulo chama a igreja de “o corpo de Cristo”, do qual cada um de nós é membro, e ensinando-nos com que nenhum membro pode sustentar-se e alimentar-se sem a ajuda e o apoio de outro, creio que é necessário que se tenham estudos e palestras sobre as Escrituras como reuniões entre irmãos. Como Paulo dá a ordem a ser observada para isto [1Coríntios 14:26-29], somente quero salientar que, quando vos reunais, que seria bom fazê-lo uma vez por semana, que seu início fosse confessando seus pecados e implorando que o Espírito do Senhor os assista em todos os vossos projetos e objetivos espirituais. Depois que se leia alguma porção das Escrituras de forma clara e modesta, tanto quando se pense ser necessário para a ocasião ou tempo. 

Quando terminar, se algum irmão tem exortação, pergunta ou dúvida, que não tenha medo de falar ou trata-la ali mesmo, fazendo-o com moderação, seja para edificar [a outros] ou para edificar-se. E sem dúvida disto virá grande proveito. Porque, em primeiro lugar, o ouvir, ler e estudar as Escrituras nestas reuniões ajudarão a examinar o juízo e a atitude das pessoas, sua paciência e modéstia serão conhecidos e, finalmente, seus dons e expressões serão manifestos. Por outro lado, deve ser evitado em todas as ocasiões e em todos os lugares os falatórios vãos, as interpretações longas e aborrecidas e a teimosia sobre pontos controversos . Mas acima de tudo, quando se reunirem como igreja, ali nada deve ser considerado mais em conta do que a glória de Deus e o consolo e edificação dos irmãos.

Se algo brota do contexto em discussão ou debate que vosso juízo não pode resolver ou vossas faculdades não podem compreender, que seja observado e escrito antes do final da reunião, para que quando Deus proveja uma solução para o assunto, suas dúvidas que brotaram sejam resolvidas com mais facilidade. Por outro lado, se vocês tem a oportunidade de escrever ou se comunicar com outros, suas cartas manifestarão o vosso grande desejo por Deus e por Sua verdadeira religião. Não duvido que eles, segundo seus talentos se esforçarão e lhes concederão seu fiel trabalho para atender às suas solicitações devotas. Quanto a mim mesmo falo o que eu penso: empregaria quinze horas com muito bom gosto (segundo agrada a Deus iluminar-me) para lhes explicar alguma porção das Escrituras, do que meia hora em outra coisa.

Ademais, eu gostaria que, na leitura das Escrituras, tomem também alguns livros do Antigo Testamento e alguns do Novo, como Gênesis e um dos Evangelhos, Êxodo com outro livro, etc., porém sempre terminando [a leitura] dos livros que você começaram (segundo lhes permita o tempo). Pois lhes confortará o ouvir a harmonia e a concordância do Espírito Santo, falando através de nossos pais desde o princípio. Os confirmará nestes dias perigosos o contemplar a face de Jesus Cristo, o amado esposo, e sua igreja, desde de Abel até o próprio Cristo, e de Cristo até este dia, que há unidade e um mesmo propósito em todas as gerações. Estudem com frequência os profetas e as epístolas de Paulo. Pois a abundância de  assuntos mui consoladores que estão ali requerem exercício e uma boa memória. Semelhantemente, assim como as vossas reuniões devem começar com a confissão e súplica do Espírito de Deus, assim também deve acabar com ações de graças e orações pelos governantes e magistrados, pela liberdade do Evangelho de Cristo, que seja anunciado livremente, para o consolo e liberdade dos nossos irmãos que ainda estão sob tirania e servidão, por outras coisas que o Espírito do Senhor Jesus Cristo os ensine que vos é útil, seja para vós mesmos, ou para os seus irmãos, onde quer que estejam.

Se assim for (ou até melhor) ouço que vos exercitais a vós mesmos, queridos Irmãos, então louvarei a Deus por sua grande obediência, como também para aqueles que receberam a palavra de graça não somente com gozo, mas também com solicitude e diligência, e guardam a mesma como um tesouro e uma joia preciosa. E porque eu não tenho suspeitas de que fareis o contrário, não usarei de ameaças. Bem, a minha sincera esperança é que vocês andem em meio a esta geração perversa como filhos da luz, que sereis como estrelas à noite (que não são envolvidas pelas trevas), que sereis como o trigo entre o joio, e que sem embaraço não mudareis vossa natureza que recebestes pela graça, através da comunhão e participação que temos com o Senhor Jesus Cristo em Seu corpo e em Seu sangue. E, finalmente, que sereis do número das virgens prudentes, que diariamente granjeiam e enchem suas lâmpadas com azeite, enquanto aguardam pacientemente a aparição gloriosa e vinda do Senhor Jesus Cristo, cujo Espírito onipotente governe e instrua, ilumine e conforte suas mentes e corações em toda provação, agora e sempre. Amém.

A graça do Senhor Jesus Cristo seja convosco.
Lembrem-se de minhas fraquezas em suas orações. 07 julho de 1556.
Vosso sincero irmão,
JOHN KNOX
Via: O Estandarte de Cristo
Fonte: IglesiaReformada.com
Tradução do espanhol: William Teixeira
Revisão: Camila Rebeca Almeida

quinta-feira, 10 de abril de 2014

10 COISAS QUE OS PASTORES ODEIAM ADMITIR EM PÚBLICO



1. Tomamos como pessoal quando você sai da igreja;

2. Sentimos pressão para produzir semana após semana;

3. Lutamos para ter dignidade em nosso ministério;

4. Regularmente pensamos em desistir.

5. Dizemos que somos transparentes - Isso é verdadeiramente opaco;

6. Avaliamo-nos pelos números;

7. Passamos mais tempo desanimados do que encorajados;

8. Preocupamo-nos com o que você pensa;

9. Lutamos com competição e ciúme;

10. Sentimos mais quando falhamos do que quando ajudamos você.


FONTE: http://pastormatt.tv/2014/04/09/10-things-pastors-hate-to-admit-publicly/

terça-feira, 8 de abril de 2014

Totalmente Outro

O Teólogo Karl Barth desenvolveu o seguinte entendimento em relação a Deus – o Totalmente Outro. 

Barth entende que por si mesmo o homem nada pode saber e dizer a respeito de Deus. Só podemos falar verdadeiramente de Deus o que ele mesmo transmitiu. Somente o que Deus revelou de si mesmo pode ser conhecido e comunicado pelo ser humano. A pessoa que pretende falar de Deus a partir de seus sentimentos e de seu raciocínio está na verdade falando de um ídolo. O verdadeiro Deus é "Totalmente Outro" em relação ao ser humano – em tudo o que a pessoa pensa, sente, deseja, compreende e elabora.
  
 "Deus não é um poder ou uma verdade, Deus não é o Ser a ser descoberto pelo próprio ser humano para então lhe outorgar o título de divindade; ao invés, Deus é aquele que se tornou conhecido do ser humano como seu real Senhor, ao ir ao seu encontro agindo, julgando, perdoando, santificando, prometendo, isto é, ao se revelar a ele."

Fonte: Wikipedia


AULA 02 - SER DE DEUS

II CURSO DE TEOLOGIA REFORMADA

O professor Taciano Cassimiro líder da Igreja Presbiteriana de Tailândia no Pará. Ministrando aula do Curso de Teologia Reformada.
Disciplina estudada no momento " SER DE DEUS ".
Os alunos receberam o material de estudo ( apostilas ) gratuitamente.
Pedimos suas orações para que o Senhor continue derramando de sua graça sobre o professor e alunos.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

História

Página destinada a artigos sobre história.

Fotos

Página destinada a divulgação de fotos.

Atividade Pastoral

Página destinada a divulgação das visitas pastorais.

Livro de Concórdia

Livro de Concórdia

Livro de Concórdia foi publicado em 1580 e contém documentos em que os cristãos dos séculos IV a XVI DC explicavam no que acreditavam e o que ensinavam, baseados nas Escrituras Sagradas.
Os Catecismos e os Artigos de Esmalcalde vieram da pena de Martinho Lutero; a Confissão de Augsburgo, sua Apologia e o Tratado foram escritos pelo colaborador de LuteroFelipe Melanchthon; a Fórmula de Concórdiateve sua forma final organizada por Jacob AndreaeMartin Chemnitz, eNikolaus Selnecker.

 Conteúdo:
Nome
Data
Autor
Resumo
Século II DC
Desconhecido
Credo Batismal, usado em Roma
325, 381 DC
Líderes da Igreja reunidos no Concílio de Nicéia (325) e noConcílio de Constantinopla (381).
Este Credo pretende mostrar claramente, com base nas Escrituras Sagradas que Jesus Cristo é verdadeiro Deus, igual ao Pai e que o Espírito Santo também é verdadeiro Deus, igual ao Pai e ao Filho.
Séculos VI a VIII DC
Desconhecido. Recebeu o nome em homenagem ao grande pai da Igreja,Atanásio, que foi instrumento na redação do Credo Niceno.
Confessa os ensinamentos da Trindadee a pessoa e otrabalho de Jesus Cristo.
Uma pequena obra para educar os leigos nos fundamentos da Fé Cristã.
Cobrindo os mesmos pontos principais da doutrina Cristã que o Catecismo Menor, o Catecismo Maior é uma compilação de sermões de Lutero.
Geralmente vista como a principal Confissão Luterana; ela foi apresentada pelos Luteranos aoImperador Carlos V na dieta imperial de Augsburgo, em 1530, como uma declaração dos principais artigos da fé Cristã conforme entendida pelosLuteranos; também contém uma lista de abusos que os Luteranos corrigiram.
Depois que os teólogos Romanos condenaram muitos dos ensinamentos da Confissão de Augsburgo,Melanchton escreveu esta longa defesa. É merecidamente considerada um clássico Cristão.
Artigos de fé que Lutero pretendia se tornassem uma plataforma ecumênica para um futuro concílio ecumênico. Estabelecia o que os Luteranos não podiam abrir mão - e porquê.
Proposto para servir como um suplemento à Confissão de Augsburgo, dando a posição Luterana a respeito do Papa.
Uma confirmação de alguns ensinamentos da Confissão de Augsburgo a respeito dos quais osLuteranos haviam se divido. A "Declaração Sólida" é a versão original. A "Epítome" é a versão resumida destinada ao uso no estudo das congregações. Mais de 8.100 pastores e teólogos a assinaram, bem como mais de 50 chefes de governos.

Calvinismo


quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Aproximemo-nos com um coração sincero

REFLEXÃO 19/12/2013 - 005 - 
“ Aproximemo-nos com um coração sincero...”
 Por Taciano Cassimiro


Em certo momento de seu ministério, Jesus, repreendeu severamente os religiosos de seus dias que se aproximavam de Deus vestidos e revestidos com a capa da religião, com a falsidade, com teatralidade, com um coração insincero, Mt 15.7-8. Assim aprendemos que é possível honrar ao Senhor com os lábios e estar com o coração longe D’ele. É possível tentar se aproximar de Deus com o coração cheio de encenações, maldade, inveja, orgulho e hipocrisia.
O autor de hebreus escrevendo, provavelmente, para um grupos de judeus que viviam na Itália por volta do ano 70 d.C, fala da importância de nos aproximarmos de Deus com compromisso, verdade, sinceridade, sem reservas“ Aproximemo-nos com um coração sincero...”. É verdade que o coração do homem é enganoso. Somos constantemente traídos pelo nosso intelecto, emoções e vontade. Assim, temos dificuldades de por nós mesmos nos aproximarmos de Deus de forma correta.
Então o que fazer?
Sou chamado pelo Senhor para se aproximar D’ele, mas por outro lado não posso fazê-lo de forma satisfatória. O que fazer? Devemos rogar ao Senhor, que nos der corações dispostos a obedecer, corações sinceros, ardentes, corações quebrantados, morto para o ego, desejosos de se aproximar tendo como fundamento o amor a Ele.


“Porque, quanto ao Senhor, seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é perfeito para com ele..”